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Xaxim,15/05/2026

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El Niño é mais grave do que se imaginava e vai começar mais cedo em SC, alerta Defesa Civil


El Niño é mais grave do que se imaginava e vai começar mais cedo em SC, alerta Defesa Civil

O El Niño vai começar mais cedo do que se previa em Santa Catarina. A Defesa Civil do Estado antecipou nesta semana o início do fenômeno para junho. Até então, a previsão era de início entre julho e agosto. O órgão também elevou a intensidade prevista para a primavera de “forte” para “forte a muito forte”.

A escalada do cenário é reforçada pela análise do meteorologista Piter Scheuer, divulgada nesta quarta-feira (14). Segundo Scheuer, o evento previsto para o segundo semestre de 2026 pode ser um dos El Niños mais fortes da história, talvez o mais forte de todos. O meteorologista classifica o fenômeno como “super El Niño”.

Conforme Scheuer, as águas do oceano Pacífico Equatorial estão extremamente aquecidas, em uma profundidade que varia entre 150 e 200 metros, chegando a uma faixa de quase 400 metros em alguns pontos. As projeções apontam temperaturas próximas ou acima de 3 graus positivos no trimestre de setembro a dezembro. Segundo o meteorologista, há “muita energia dentro do Oceano Pacífico Equatorial que em breve vai ser liberada”.

A análise reforça o boletim divulgado nesta mesma data pela NOAA, agência meteorológica dos Estados Unidos. De acordo com a NOAA, a probabilidade de o El Niño se formar até julho subiu de 61% para 82% em um mês, com chance de 96% de o fenômeno se estender até fevereiro de 2027. O modelo europeu ECMWF projeta anomalias de até 3,2 graus acima da média até o fim de 2026, valor superior aos picos registrados nos eventos de 1997-98 e 2015-16.

Conforme Scheuer, o El Niño já começou a influenciar de leve neste mês de maio. Nos próximos três meses, junho, julho e agosto, a intensidade deve aumentar. O padrão atual, segundo o meteorologista, é parecido com o registrado em 1982 e 1983: enquanto uma região recebe chuva volumosa com a passagem de frentes frias, áreas vizinhas ficam com índices abaixo da média.

O cenário se intensifica, conforme Scheuer, a partir de agosto e durante toda a primavera. O meteorologista afirma que esse será o período do grosso da chuva, com risco de enchentes, alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e queda de barreiras. Ele também alerta para risco maior de tornados, principalmente no oeste da região Sul do Brasil. O cenário, segundo o meteorologista, é comparável aos El Niños de 2015, 1997 e 1982-83.

Conforme a MetSul Meteorologia, o período mais crítico para eventos extremos em 2026 será o trimestre de setembro a novembro.

Scheuer reconhece o trabalho das prefeituras na limpeza de rios e dragagem, mas reforça que a prevenção pessoal é fundamental. “Nesses próximos meses, se preparem, porque vem um super El Niño poderoso”, afirmou.

Até a última atualização, a NOAA pondera que ainda existe incerteza quanto à intensidade máxima do fenômeno. O monitoramento segue ao longo dos próximos meses.




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