El Niño pode favorecer aumento da dengue e da chikungunya no Brasil, alerta Ministério da Saúde

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Xaxim,31/07/2026

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El Niño pode favorecer aumento da dengue e da chikungunya no Brasil, alerta Ministério da Saúde


El Niño pode favorecer aumento da dengue e da chikungunya no Brasil, alerta Ministério da Saúde

O fenômeno climático El Niño pode se manifestar de forma moderada a forte no segundo semestre deste ano, criando condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya, da zika e da febre amarela urbana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o aumento das temperaturas e das chuvas em determinadas regiões favorece o acúmulo de água e amplia a formação de criadouros.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica orientando estados e municípios a intensificarem as ações de vigilância e controle das arboviroses. A recomendação inclui a adoção de medidas rápidas para interromper a transmissão logo nos primeiros casos, além do fortalecimento do trabalho dos agentes de combate às endemias e da utilização das tecnologias de controle vetorial indicadas pelo governo federal.

As projeções do sistema InfoDengue, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. O Ministério da Saúde ressalta que essa estimativa poderá ser revisada conforme novos dados epidemiológicos forem incorporados aos modelos de monitoramento.

A orientação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas, descartar corretamente objetos que possam servir de criadouros e ficar atento aos sintomas das doenças. Em caso de febre alta, dores no corpo, manchas na pele ou outros sinais suspeitos, a recomendação é procurar atendimento médico.

Apesar da preocupação com os próximos meses, os indicadores nacionais mostram redução das duas doenças neste ano. Até 20 de junho de 2026, o Brasil registrou 392,8 mil casos de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período de 2025. Os casos de chikungunya também diminuíram, com redução de 46% na comparação anual. Essas informações, no entanto, não afastam a necessidade de manter as ações preventivas diante da possibilidade de intensificação do El Niño.




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